Nuno Nunes, CEO da Instavac, deu uma entrevista à revista Valor Magazine, onde sublinha que a climatização, a manutenção preventiva e a gestão inteligente dos edifícios são essenciais para acelerar a eficiência energética, onde a Instavac se afirma como parceira-chave na construção de edifícios sustentáveis e de consumo de energia quase nulo.
Aqui fica a entrevista na totalidade:
Climatização e eficiência energética na transição sustentável
Nuno Nunes defende que a climatização, a manutenção técnica e a gestão inteligente dos edifícios são peças-chave para acelerar a eficiência energética e a sustentabilidade.
As energias limpas deixaram de ser uma opção para passar a ser uma urgência. Sente que o mercado já está verdadeiramente preparado, ou ainda existe uma distância significativa?
Portugal é um dos líderes europeus na produção e consumo de energia renovável, com cerca de 70% da eletricidade proveniente de fontes limpas em 2025. O país definiu metas ambiciosas, como o PNEC2030 (Plano Nacional de Energia e Clima) e a neutralidade carbónica em 2045 (cinco anos antes da meta avançada pela União Europeia). Contudo, a implementação continua aquém do necessário. A burocracia, a rede elétrica desatualizada e a instabilidade regulatória continuam a travar investimentos e a atrasar projetos.
A experiência da INSTAVAC em AVAC tem sido uma vantagem nesta transição sustentável?
Sem dúvida. Os mais de 20 anos de experiência são o principal alicerce nesta transição. O domínio da climatização tradicional permite integrar soluções como aerotermia, energia solar fotovoltaica e solar térmica com rigor e segurança. A INSTAVAC acompanha todas as fases do processo, desde o projeto ao licenciamento e certificação energética, oferecendo soluções “chave na mão” que combinam fiabilidade, eficiência e rentabilidade.
“A INSTAVAC acompanha todas as fases do processo, desde o projeto ao licenciamento e certificação energética, oferecendo soluções “chave na mão” que combinam fiabilidade, eficiência e rentabilidade”
Estamos a subvalorizar o impacto da manutenção técnica na eficiência energética global dos edifícios?
Claramente. A instalação é o ponto de partida, mas é a manutenção preventiva que assegura a eficiência ao longo dos anos. Mas ainda existe a ideia errada de que a manutenção é um custo, quando, na realidade, é um investimento. A manutenção preventiva garante o correto funcionamento da instalação e evita falhas futuras, reduzindo a necessidade de manutenção corretiva. Quando esta manutenção é desvalorizada, um sistema concebido para ser classe A pode, em poucos anos, apresentar consumos equivalentes a uma classe C ou D. Sem acompanhamento técnico qualificado, os sistemas AVAC perdem rendimento, sofrem desgaste prematuro e aumentam os custos energéticos, comprometendo a sustentabilidade e o retorno do investimento.
Os sistemas de Gestão Técnica Centralizada já são vistos como uma necessidade estratégica?
O momento é de transição. Durante anos, os sistemas SACE eram vistos como um extra dispendioso, com a evolução tecnológica, o aumento dos custos energéticos e as exigências de descarbonização, tornaram-se fundamentais para edifícios eficientes. Hoje, permitem monitorização em tempo real, automação inteligente e otimização de consumos de acordo com a ocupação, condições exteriores e tarifas energéticas. Além disso, facilitam a manutenção preventiva, permitindo detetar anomalias remotamente e reduzir custos associados a falhas e paragens.
Como antevê a evolução do setor e qual será o papel da INSTAVAC?
A climatização assumirá um papel central na gestão energética dos edifícios, com maior aposta em bombas de calor, energia solar e digitalização. O conceito Nearly Zero Energy Buildings será cada vez uma realidade e não apenas uma obrigação legal.
A INSTAVAC pretende afirmar-se como parceiro de referência no desenvolvimento de edifícios inteligentes, confortáveis e sustentáveis, sustentando essa visão no legado de rigor e integridade construído ao longo de mais de 20 anos pela gerência cessante, representada por Fernando Pereira.


